Fitoterapia e suas recentes transformações no Brasil

O termo fitoterapia foi dado à terapêutica que utiliza medicamentos cujos constituintes ativos são plantas ou derivados vegetais, e que tem a sua origem no conhecimento e no uso popular. A terapia com plantas medicinais é usada no Brasil e no mundo desde o início da civilização. No Brasil a fitoterapia ganhou importância a partir do ano de 2006 com a aprovação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC).

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Receptores Acoplados a Proteína G

1gg2-composite Receptores acoplados a proteína G (RAPG) compõem um sistema modular que permite a transmissão de uma variedade de sinais no organismo, a comunicação entre células, certas vezes distantes entre si, só é possível devido a existência desse sistema modular.

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Segurança dos inibidores seletivos de COX-2 – Cenário no Brasil

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Coxibs já comercializados
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Quinze anos após o lançamento do primeiro inibidor seletivo da Ciclooxigenase-2 (COX-2) essa nova classe de drogas anti-inflamatórias volta a ter parte da importância terapêutica perdida pouco após seu lançamento.

Ao longo desses anos houve um período de perda da credibilidade sobre os “coxibs”, incluindo a retirado do mercado de alguns integrantes da classe, até que se chegasse ao cenário atual.

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Absorção

O uso de fármacos na terapêutica implica que o mesmo para exercer sua ação deve, inicialmente, chegar ao seu local de ação, e como a maior parte dos fármacos agem dentro do organismo, espera-se portanto, que para agir os fármacos necessitam ser absorvidos pelo organismo. Nem todos os fármacos necessitam atingir a corrente sanguínea para exercer o seu efeito; compostos com ação tópica se enquadram perfeitamente nessa situação.

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Bionovis, a “superfarmacêutica” nacional

Foi aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), nesta quarta-feira, junção entre a Aché, União química e Hypemarcas, criando-se assim a Bionovis, uma superfarmacêutica nacional.

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Novas perspectivas para o tratamento da doença de Alzheimer

Problemas nos mecanismos de sinalização da insulina no cérebro tem sido relatados como fatores que pode contribuir para os déficits cognitivos em pacientes com doença de Alzheimer (DA). Embora uma ligação entre DA e o diabetes já tenho sido sugerida em outros estudos, o mecanismo dessa correlação ainda é desconhecido. Em seu estudo Bomfim e colaboradores (2012) mostraram que a fosforilação da serina do IRS-1 (IRS-1pSer) é comum a ambas as doenças. O tecido cerebral de humanos com DA apresentaram níveis elevados de IRS-1pSer e JNK (c-Jun N-terminal kinases) ativadas, situação encontrada também no tecido periférico em pacientes com diabetes. O peptídeo beta amilóide (Ap) oligômeros, sinaptotoxinas que se acumulam no cérebro de pacientes com DA, ativam a via JNK/TNF-α, induzindo a fosforilação do IRS-1 em vários resíduos de serina, em neurônios maduros do hipocampo (células cultivadas). Deficiencias da sinalização IRS-1 também estavam presente no hipocampo de ratos (modelos de DA). A injeção intracerebroventricular de oligômeros Ap desencadeia no hipocampo ativação das vias IRS-1pSer e JNK em macacos cynomolgus. As patologias induzidas por oligómero neuronal observadas in vitro, incluindo a redução do transporte axonal, foram anuladas pela exposição a exendina-4 (exenatida), um agente anti-diabetes. Em camundongos Tg, a exendina-4 diminui os níveis de IRS-1pSer hipocampal  e JNK ativado e melhora as medidas comportamentais de cognição. Ao estabelecer ligações moleculares entre a sinalização inadequada de insulina na DA e o diabetes, os resultados abrem novas perspectivas para a investigação de novas terapêuticas para o tratamento da DA.

Referência: BOMFIM, T. R. et al. An anti-diabetes agent protects the mouse brain from defective insulin signaling caused by Alzheimer’s disease–associated Aβ oligomers. The Journal of Clinical Investigation. v.122, n.4, p. 1339-1353, 2012.

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Novo mecanismo envolvido na tolerância a morfina

Os opioides têm sido utilizados no tratamento da dor crônica por séculos. Contudo, ao longo do tratamento, estas drogas perdem seu poder analgésico por um fenômeno denominado tolerância. Em um estudo Wang e colaboradores demonstraram o possível mecanismo que medeia este fenômeno indesejado. De acordo com os autores, a morfina após atuar no receptor µ, estimula a liberação do Fator de Crescimento Derivado de Plaqueta-β (PDGF-β) pelo neurônio, que atuam seus receptores (PDGFR-β) nos próprios neurônios causando uma dessensibilização heteróloga do receptor µ. Experimentalmente eles confirmaram estas hipoteses na qual camundongos que tratados com PDGF-β foram tolerantes a morfina, mesmo na primeira dose, e o bloqueio da ativação dos receptores PDGFR-β foi suficiente para impedir o desencadeamento do fenômeno da tolerância.

Referência: Wang Y, Barker K, Shi S, Diaz M, Mo B, Gutstein HB. Blockade of PDGFR-β activation eliminates morphine analgesic tolerance. Nat Med. 2012, 18(3):385-7