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Bionovis, a “superfarmacêutica” nacional

Foi aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), nesta quarta-feira, junção entre a Aché, União química e Hypemarcas, criando-se assim a Bionovis, uma superfarmacêutica nacional.

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Novo mecanismo envolvido na tolerância a morfina

Os opioides têm sido utilizados no tratamento da dor crônica por séculos. Contudo, ao longo do tratamento, estas drogas perdem seu poder analgésico por um fenômeno denominado tolerância. Em um estudo Wang e colaboradores demonstraram o possível mecanismo que medeia este fenômeno indesejado. De acordo com os autores, a morfina após atuar no receptor µ, estimula a liberação do Fator de Crescimento Derivado de Plaqueta-β (PDGF-β) pelo neurônio, que atuam seus receptores (PDGFR-β) nos próprios neurônios causando uma dessensibilização heteróloga do receptor µ. Experimentalmente eles confirmaram estas hipoteses na qual camundongos que tratados com PDGF-β foram tolerantes a morfina, mesmo na primeira dose, e o bloqueio da ativação dos receptores PDGFR-β foi suficiente para impedir o desencadeamento do fenômeno da tolerância.

Referência: Wang Y, Barker K, Shi S, Diaz M, Mo B, Gutstein HB. Blockade of PDGFR-β activation eliminates morphine analgesic tolerance. Nat Med. 2012, 18(3):385-7

Drogas vasoativas mais utilizadas em Unidades de Terapia Intensiva

Administradas aos pacientes críticos, as drogas vasoativas compreendem em sua maioria os inotrópicos, os vasoconstrictores e os vasodilatadores. Estas drogas são utilizadas principalmente com o objetivo de manter a homeostase orgânica e tissular durante as mais diversas condições clínicas, evitando assim que os pacientes evoluam para uma disfunção de múltiplos órgãos.

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Prevenção de câncer de pâncreas pelo propranolol

Adenocarcinoma ductal pancreático (ACDP) está entre as principais causas de mortes por câncer e é pouco responsivo  à terapia existente. Pancreatite induzida por  álcool e fumo  estão entre os fatores de risco para ACDP. Estudos relatam que fármacos beta-adrenérgicos estimulam a proliferação e migração de células, in vitro, do ACDP por sinalização dependente de AMPc e que a nitrosamina derivada da nicotina-4 – (methilnitrosamino) -1 – (3-piridil) -1-butanona (NNK) ativa esta via diretamente in vitro, enquanto adicionalmente estimula a liberação de noradrenalina/adrenalina através da ligação aos receptores nicotínicos de acetilcolina alpha7 (alpha7 nAChR) em hamsters. Em seu estudo Al-Wadei, Al-Wadei e Schuller (2009) testaram a hipótese de que o antagonista beta-adrenérgico, propranolol, impede o desenvolvimento de ACPD, induzida em hamsters, pelo surgimento de pancreatite causada por etanol e  induzida pelo NNK.

De acordo com Al-Wadei, Al-Wadei e Schuller (2009)  o propranolol teve efeitos preventivos sobre o câncer  neste modelo animal. Por meio da técnica de Western blots foi possível observar que  células do ducto pancreático e células ACDP, colhidas por laser microscopia de captura, mostraram significativa upregulation do nAChR alpha7, associado com aumento do fator de crescimento epidérmico e fator de crescimento vascular endotelial em células ACDP de hamsters não tratados com propranolol. Esses efeitos foram revertidos pelo tratamento com propranolol. Esses dados sugerem, então, que o propranolol pode impedir o desenvolvimento do ACDP, bloqueando a sinalização intracelular AMPc-dependente, fator de liberação  de crescimento epidérmico AMPc-dependente, e fator de liberação de crescimento endotelial vascular PKA-dependente, enquanto, adicionalmente provoca down-regulating do nAChR alpha7. Desta forma,  a sinalização do aumento de AMPc é um importante fator que impulsiona o desenvolvimento e progressão da ACDP, e que a inibição da formação de AMPc é um alvo novo e promissor para a prevenção e terapia adjuvante do ACDP.

Al-Wadei HA, Al-Wadei MH, Schuller HM.Prevention of pancreatic cancer by the beta-blocker propranolol. Anticancer Drugs. Jul;20(6):477-82, 2009

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Óxido Nítrico

O Óxido Nítrico  ou NO cada vez toma mais a atenção dos farmacologistas, por descobertas de seu envolvimento em vários processos fisologicos importantes como inflamação, controle da pressão arterial, neurotransmissão entre outros.

O NO pode ser sintetizado no organismo por uma enzima chamada Óxido Nítrico Sintetase (NOS). Existem 3 isoformas conhecidas desta enzima: (I) A nNOS ou NOS I, que está presente em neurônios; (II)   A iNOS ou NOS II, que é uma forma induzida, ou seja, tem sua sintese estimulada  em certas ocasiões como na inflamação ou lesão vascular, e geralmente é expressa em macrofágos, celulas musculares lisas e células endoteliais; (III) E a NOS III ou eNOS que é expressa constitutivamente no endotélio vascular, miocitos cardiacos, osteoblastos e osteoclastos.

A NOS é ativada quando ligada ao complexo Ca+2-Calmodulina. Desta forma, esta enzima ativada cataliza a reação da L-arginina +  O2 , presentes no citoplasma celular, em NO e Citrulina.

O NO sintetizado nas celulas do entelio vascular, são difundidos pelo musculo liso vascular, onde ativarão a enzima Guanilato ciclase, que estimulará a formação de GMPc que ocasionará a vasodilatação. Este mecanismo é desencadeado por substâncias como a acetilcolina, que se liga a receptores M3 endoteliais, levando ao relaxamento da musculatura vascular.